Natividade segue com nota abaixo da média nacional no ranking de qualidade de vida

O Índice de Progresso Social (IPS Brasil 2026), divulgado nesta terça-feira (19) pelo consórcio de entidades que inclui o Instituto Imazon, revelou que o município de Natividade alcançou a pontuação de 62,70 em uma escala que vai até 100. O número, contudo, se mostra levemente superior se comparado aos 62,20 do ano passado e 60,28 de 2024.

O atual resultado coloca a cidade em uma posição intermediária no cenário nacional, figurando ligeiramente abaixo da média alcançada pelo Brasil, que fechou o ano em 63,40 pontos.

Diferente dos levantamentos tradicionais focado apenas em dados econômicos, o IPS mede o progresso social a partir de resultados práticos no dia a dia da população, avaliando se os municípios conseguem converter sua riqueza em bem-estar real.

No caso de Natividade, que registra uma população estimada em 15.551 habitantes e um PIB per capita de R$ 26.264,29, o desempenho global rendeu a colocação de número 1.801 entre os 5.570 municípios do país. No âmbito do estado do Rio de Janeiro, a cidade ocupa a 29ª posição entre as 92 municipalidades fluminenses.

Em 2024 ocupava a posição 1.880 em termos de Brasil e 39 no estado do RJ. Já em 2025 atingiu a 1.338ª e 26ª, respectivamente.

A análise detalhada do relatório técnico, compilado pelo jornalismo da Rádio Natividade, aponta oscilações consideráveis entre as diferentes áreas pesquisadas no município. O melhor desempenho setorial de Natividade foi registrado na dimensão de Necessidades Humanas Básicas, na qual a cidade atingiu a nota de 78,68, com destaque para as ações monitoradas pelo 29º BPM e pelas equipes de saúde coletiva. Esta área analisa quesitos fundamentais para a sobrevivência, como nutrição, habitação e a integridade física dos moradores.

Por outro lado, o município enfrenta desafios mais complexos no eixo voltado às Oportunidades, que monitora a inclusão social, o acesso à educação superior e os direitos individuais, setor onde a nota local ficou retida em 43,15 pontos. Já na dimensão de Fundamentos do Bem-Estar — que engloba a qualidade do meio ambiente e o acesso ao conhecimento básico —, Natividade obteve a marca de 66,26.

Quando comparada exclusivamente ao seu grupo de municípios equivalentes, ou seja, cidades que possuem a mesma faixa de PIB per capita em todo o Brasil, Natividade apresenta uma situação de neutralidade. Isso indica que o município entrega um padrão de qualidade de vida condizente com a receita econômica gerada pelo seu território, sem grandes avanços, mas sem retrocessos profundos em relação aos seus pares.

O topo do ranking nacional do IPS em 2026 continuou sob a liderança de Gavião Peixoto (SP), que cravou a nota de 73,10, enquanto o menor índice do país foi verificado em Uiramutã (RR), com 42,44 pontos.

Municípios com pontuações mais altas no IPS Brasil 2026

Pontuações dos 20 municípios brasileiros com os desempenhos mais altos no IPS Brasil 2026.

Gavião Peixoto (SP) — 73,10
Jundiaí (SP) — 71,80
Osvaldo Cruz (SP) — 71,76
Pompéia (SP) — 71,76
Curitiba (PR) — 71,29
Nova Lima (MG) — 71,22
Gabriel Monteiro (SP) — 71,16
Cornélio Procópio (PR) — 71,16
Luzerna (SC) — 71,10
Itupeva (SP) — 71,08
Rafard (SP) — 71,08
Presidente Lucena (RS) — 71,05
Adamantina (SP) — 70,97
Maringá (PR) — 70,87
Alto Alegre (RS) — 70,86
Ribeirão Preto (SP) — 70,80
Brasília (DF) — 70,73
Barra Bonita (SP) — 70,71
Araraquara (SP) — 70,70
Águas de São Pedro (SP) — 70,66

Municípios com pontuações mais baixas no IPS Brasil 2026

Pontuações dos 20 municípios brasileiros com os desempenhos mais baixos no IPS Brasil 2026, com exceção do distrito de Fernando de Noronha (PE)*.

Uiramutã (RR) — 42,44
Jacareacanga (PA) — 44,32
Alto Alegre (RR) — 44,72
Portel (PA) — 45,42
Amajari (RR) — 45,58
Pacajá (PA) — 45,87
Anapu (PA) — 45,91
Japorã (MS) — 46,23
Santa Rosa do Purus (AC) — 46,70
Uruará (PA) — 46,80
Trairão (PA) — 46,82
Bannach (PA) — 47,23
São Félix do Xingu (PA) — 47,38
Recursolândia (TO) — 47,39
Cumaru do Norte (PA) — 47,43
Peritoró (MA) — 47,53
Oeiras do Pará (PA) — 47,57
Ladainha (MG) — 47,58
Anajás (PA) — 47,62
Paranã (TO) — 47,63

A nota média do Brasil ficou em 63,40 — uma melhora pequena em relação a 2025 (63,05) e 2024 (62,85).

Curitiba lidera entre as capitais

Curitiba (PR) é a capital com melhor qualidade de vida, com 71,29 pontos. Em seguida vêm Brasília (70,73), São Paulo (70,64), Campo Grande (69,77) e Belo Horizonte (69,66).Na outra ponta aparecem Macapá (59,65) e Porto Velho (58,59) — as duas únicas capitais que ficaram fora do grupo dos melhores desempenhos do país.

Pontuações das capitais no IPS Brasil 2026

Curitiba (PR) — 71,29
Brasília (DF) — 70,73
São Paulo (SP) — 70,64
Campo Grande (MS) — 69,77
Belo Horizonte (MG) — 69,66
Goiânia (GO) — 69,47
Palmas (TO) — 68,91
Florianópolis (SC) — 68,73
João Pessoa (PB) — 67,73
Cuiabá (MT) — 67,22
Rio de Janeiro (RJ) — 67,00
Porto Alegre (RS) — 66,94
Natal (RN) — 66,82
Aracaju (SE) — 66,35
Vitória (ES) — 66,02
Teresina (PI) — 66,02
São Luís (MA) — 65,64
Fortaleza (CE) — 65,15
Boa Vista (RR) — 64,49
Manaus (AM) — 63,91
Belém (PA) — 63,90
Rio Branco (AC) — 63,44
Recife (PE) — 63,22
Salvador (BA) — 62,18
Maceió (AL) — 61,96
Macapá (AP) — 59,65
Porto Velho (RO) — 58,59

Se o Brasil fosse comparado às próprias unidades da federação, ocuparia apenas a décima posição.

Pontuações das Unidades da Federação no IPS Brasil 2026

Distrito Federal — 70,73
São Paulo — 67,96
Santa Catarina — 65,58
Paraná — 65,21
Minas Gerais — 64,66
Goiás — 64,52
Mato Grosso do Sul — 64,14
Espírito Santo — 63,61
Rio de Janeiro — 63,47
Rio Grande do Sul — 63,39
Paraíba — 62,39
Sergipe — 62,10
Rio Grande do Norte — 61,83
Mato Grosso — 61,38
Ceará — 61,22
Pernambuco — 60,58
Tocantins — 60,50
Piauí — 60,48
Roraima — 59,65
Amazonas — 59,34
Alagoas — 58,97
Bahia — 58,72
Rondônia — 58,60
Amapá — 58,10
Acre — 58,03
Maranhão — 57,59
Pará — 55,80

Entenda o que é o IPS Brasil

O Índice de Progresso Social (IPS) Brasil avalia a qualidade de vida nos 5.570 municípios brasileiros a partir de 57 indicadores sociais e ambientais. O índice não mede apenas riqueza ou PIB, mas busca mostrar se a população consegue acessar direitos, serviços e condições básicas de vida.

O IPS Brasil é desenvolvido em parceria entre o Imazon, a Fundação Avina, a Amazônia 2030, o Centro de Empreendedorismo da Amazônia e a Social Progress Imperative.

Da redação da Rádio Natividade