A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (15), a Operação Sem Refino, que investiga um esquema de fraudes fiscais, ocultação patrimonial e evasão de divisas envolvendo o setor de combustíveis. Entre os alvos de busca e apreensão está o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), cujo endereço em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca foi visitado por agentes logo nas primeiras horas do dia.
A ação tem como foco principal a Refit (antiga Refinaria de Manguinhos) e seu proprietário, o empresário Ricardo Magro, que teve a prisão decretada. De acordo com as investigações, o grupo teria utilizado uma complexa estrutura societária para dissimular bens e enviar recursos ilegalmente para o exterior. A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas ligadas ao conglomerado, considerado um dos maiores devedores de impostos do país.
Além do ex-governador, a operação mira outras figuras públicas e do Judiciário. Foram expedidos mandados contra o desembargador afastado Guaraci Vianna, o ex-secretário estadual de Fazenda Juliano Pasqual e o ex-procurador do estado Renan Saad. No total, os agentes cumprem 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública em endereços no Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.
A investigação também revelou a suposta participação de membros da própria estrutura policial no esquema. Segundo a PF, um escrivão lotado em Nova Iguaçu teria atuado como operador do grupo, utilizando linhas telefônicas registradas em nome de pessoas falecidas para dificultar o rastreamento das comunicações estratégicas. As ordens judiciais foram expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Da redação da Rádio Natividade
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