Uma operação deflagrada por policiais civis da 143ª DP, sob a coordenação do Delegado Titular Carlos Augusto Guimarães, e militares do 29º BPM, resultou na prisão em flagrante de Alcirlene Hilario do Nascimento nesta terça-feira (24).
A mulher é acusada, de durante a madrugada, praticar o crime de lesão corporal gravíssima no contexto de violência doméstica contra a própria mãe, identificada pelas iniciais M.L.A.H. O crime chocou as autoridades pela brutalidade, uma vez que a vítima teve quase a totalidade dos dedos dos pés decepados, sofrendo a inutilização de sua função locomotora.
A investigação teve início logo após o atendimento da ocorrência, quando policiais militares notaram inconsistências nos relatos colhidos no local. Inicialmente, a vítima chegou a alegar que os ferimentos teriam sido causados por uma queda, hipótese que foi logo descartada pelos agentes devido à natureza das lesões, tecnicamente incompatíveis com qualquer tipo de acidente doméstico dessa ordem.
Com o avanço das diligências, os policiais constataram que Alcirlene, que residia sozinha com a mãe, havia realizado a limpeza da cena do crime antes da chegada da polícia.
A tentativa de ocultar a autoria do crime envolveu ainda a criação de um falso álibi. Alcirlene tentou atribuir a autoria das agressões a uma terceira pessoa, Luciele Tavares de Souza, alegando motivações ligadas a rituais religiosos ( candomblé).
No entanto, a farsa foi desmontada após agentes da 123ª DP, em Macaé, ouvirem a mulher citada e desmentirem a versão da acusada. Além disso, a análise de câmeras de segurança de imóveis vizinhos confirmou que nenhum terceiro entrou ou saiu da residência no período em que as agressões ocorreram, isolando Alcirlene como a única presente no local.
Diante das evidências e da gravidade do estado da vítima, foi dada voz de prisão à acusada na unidade policial. Considerando os relatos sobre o histórico psicológico da suspeita, a delegado apresentou uma representação pelo Incidente de Insanidade Mental, procedimento que visa determinar a capacidade de discernimento da agressora no momento do crime, enquanto ela permanece presa à disposição da Justiça.
Da redação da Rádio Natividade
Delegado fala sobre o caso que chocou a cidade:
Natividade FM