Operação da PM prende um dos comandantes do crime organizado de Itaperuna

Uma operação conjunta entre a Polícia Militar e a Polícia Civil resultou, na noite desta segunda-feira (19), na captura de Marco Antônio Ribeiro Marques, de 53 anos, conhecido como “Magrelo” ou “Marajá”. Apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças do tráfico de entorpecentes na região e comandante de parte do crime organizado local, o suspeito era considerado foragido da Justiça e possui uma trajetória de atuação criminosa no Noroeste Fluminense que se estende por mais de três décadas.

De acordo com as investigações conduzidas pelo 29º BPM e pela 143ª Delegacia de Polícia, o homem é apontado como o mandante de diversos crimes graves na cidade, incluindo a ordem de execução de um duplo homicídio ocorrido em setembro de 2025, durante disputas entre facções rivais, quando um pai e sua filha foram executados. Uma terceira vítima também ficou ferida no mesmo ataque. O episódio marcou um período de intensa violência no município.

No curso das apurações do ano passado, o suspeito chegou a enviar mensagem de áudio para a unidade policial para proferir ameaças diretas contra agentes da segurança pública e contra o então delegado titular da 143ª DP, Carlos Guimarães, afirmando que promoveria represálias no município.

Segundo a tenente-coronel Michele Marcolongo, comandante do 29º BPM, a captura desta semana foi o desfecho de meses de monitoramento e trabalho de inteligência. A equipe acompanhou os passos do suspeito desde a capital do estado, de onde havia partido pela manhã, até a sua abordagem no momento em que chegava a Itaperuna.

Durante a ação de cerco e captura, os policiais apreenderam uma pistola calibre 9mm, diversos carregadores e uma grande quantidade de maconha. De acordo com a corporação, o indivíduo de alta periculosidade declarou que retornava ao município com o objetivo de cometer novos homicídios.

Na manhã de terça-feira (20), sob forte esquema de segurança envolvendo equipes das polícias Civil e Militar, o preso foi transferido para o sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

Da redação da Rádio Natividade

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