Saidinha: 19 detentos não retornam aos presídios do Norte e Noroeste Fluminense

O balanço oficial da saída temporária de Natal trouxe dados preocupantes para a segurança pública das regiões Norte e Noroeste do estado do Rio de Janeiro neste início de 2026. Segundo informações apuradas junto às autoridades penitenciárias, 19 detentos que foram beneficiados com a Visita Periódica ao Lar (VPL) não retornaram às suas respetivas unidades prisionais no prazo estabelecido.

Com o encerramento do período de regresso, estes indivíduos são agora oficialmente considerados foragidos da justiça, perdendo o direito ao regime semiaberto.

A concessão do benefício, prevista na Lei de Execução Penal, é destinada a presos que apresentam bom comportamento e já cumpriram parte da pena, permitindo o convívio familiar em datas festivas. No entanto, o descumprimento da medida nas unidades que atendem municípios como Campos dos Goytacazes e Itaperuna acende um alerta nas forças de segurança locais.

A situação no interior reflete um cenário mais amplo observado em todo o estado do Rio de Janeiro, onde o número de evadidos ultrapassa a marca dos 250 detentos, muitos deles com ligações a organizações criminosas de alta periculosidade.

As polícias Militar e Civil, em colaboração com a Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP), já iniciaram as operações de busca para localizar e recapturar os fugitivos. Uma vez detidos, estes internos perdem os benefícios anteriores e devem regredir para o regime fechado, além de responderem por nova falta disciplinar grave.

As autoridades reforçam a importância da colaboração da população, que pode enviar informações anónimas sobre o paradeiro dos foragidos através dos canais do Disque-Denúncia.

O elevado índice de não retorno volta a colocar em pauta o debate nacional sobre a manutenção das saídas temporárias. Especialistas em segurança e parlamentares têm defendido critérios mais rigorosos para a concessão da VPL, argumentando que a evasão de presos representa um risco direto à sociedade e sobrecarrega o sistema policial, que precisa de empenhar recursos adicionais para efetuar novas capturas de indivíduos que já estavam sob a custódia do Estado.

Da redação da Rádio Natividade