Natividade fecha 2025 com recorde negativo de sete homicídios e começa 2026 com outro

O ano de 2025 entrou negativamente para a história de Natividade como o período mais violento já registrado. De acordo com dados consolidados, o município fechou o ciclo anual com sete homicídios confirmados, uma marca inédita e alarmante para uma cidade que, em décadas passadas, chegou a ser celebrada como um reduto de tranquilidade no Noroeste Fluminense.

A escalada da violência rompeu o silêncio da cidade que passava, até então, longos períodos sem registrar crimes letais intencionais. O cenário atual, descrito por moradores como “assustador”, reflete uma mudança drástica na dinâmica da segurança.

Segundo as investigações, a maioria dos casos registrados ano passado – cinco deles – está diretamente ligado ao tráfico de drogas ou a embates entre grupos criminosos rivais que tentam expandir áreas de influência na região. Outros dois, tiveram motivação passional.

O último trimestre do ano foi particularmente sangrento. Entre os meses de outubro e dezembro, a frequência das ocorrências aumentou, incluindo crimes com características de execução sumária em locais como São Pedro, Liberdade e Morada do Engenho. Um dos episódios mais chocantes envolveu a morte de um adolescente de apenas 13 anos em novembro, evidenciando que a violência não poupa nem mesmo as camadas mais jovens.

O recorde de 2025 é um divisor de águas. Natividade figurava historicamente em listas de cidades mais seguras do estado, muitas vezes completando o calendário anual com “homicídio zero”.

“Não é normal vermos execuções e atentados na nossa cidade”, desabafou um comerciante local que prefere não se identificar.

Com o fechamento deste balanço negativo, a expectativa da população agora recai sobre o reforço do policiamento e a continuidade das ações de inteligência. O objetivo é impedir que o município perca definitivamente sua identidade de “cidade pacata” e se torne mais uma vítima da expansão da criminalidade organizada que assola o interior do Rio de Janeiro.

Mal soaram os fogos de artifício da virada de ano, a cidade registrou seu primeiro homicídio de 2026, ocorreu durante as festividades de Réveillon no Centro da cidade, onde a jovem Maria Eduarda Lopes Mattos, de 21 anos, foi assassinada com golpes de canivete por outra de 18.

Da redação da Rádio Natividade