Home / NATIVIDADE AGORA / Duas supostas mortes por dengue hemorrágica estão sendo investigadas no distrito de Ourânia

Duas supostas mortes por dengue hemorrágica estão sendo investigadas no distrito de Ourânia

Diversos possíveis casos de dengue nas últimas semanas estão assustando os moradores do distrito de Ourânia, Natividade. Inclusive, já são dois supostos óbitos, por conta do tipo hemorrágico, o mais grave da doença. Na semana passada, faleceu uma dona de casa, Marly Rosa Pereira Martins, de  49 anos, que havia sido internada em estado crítico no Hospital São José do Avaí, em Itaperuna e na noite desta segunda-feira (24), o pedreiro Jorceni Soares, 67, sucumbiu na mesma unidade, depois de passar dias na sala vermelha da Unidade de pronto Atendimento (UPA). O marido da mulher, também permanece hospitalizado.

Procurada pelo jornalismo da Rádio Natividade (antes da morte da segunda vítima), a Secretaria Municipal de Saúde, informou que não havia confirmação da causa da morte e que a situação estava sendo investigada pela vigilância, que não recebeu qualquer resultado. Contudo, sabe-se que o LACEN – Laboratório Central do Estado – responsável pela análise do material colhido dos pacientes, está sofrendo com o desabastecimento de insumos, causando atrasos na emissão de laudos, deixando as secretarias de pés e mãos atados.

Uma moradora do distrito – familiar de ambas as vítimas que eram cunhados – pede ação mais enérgica do poder público. Através de mensagem, antes da morte do pedreiro, ela faz um apelo.

– Gostaria de pedir a você é sua equipe para falar um pouco de Ourânia pois temos três casos de dengue hemorrágica, com um vindo a óbito (a Secretaria não confirma nenhum deles). E várias pessoas internadas com dengue comum. Gostaria que você pedisse aos órgãos competentes a limpeza das valas e até mesmo um ofício que obrigasse os moradores a abri a porta da sua casa para nos olharmos. Tem morador que não deixa olhar. Meu cunhado Ceni está na UPA (sala vermelha) aguardando vaga para São Jose. A família da (…) tem três internados. O carro fumacê passou, mas ele sozinho não resolve. Gostaria que a nossa comunidade tivesse noção do risco que estamos correndo. O pessoal da vigilância teve aqui quarta-feira, eles estão trabalhando, mas a comunidade não ajuda, – desabafou.

Da redação da Rádio Natividade