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Sem inseticida fornecido pelo Governo Federal, combate ao mosquito aedes aegypti em Natividade pode ser prejudicado

O estado do Rio de Janeiro está com falta de inseticidas utilizados no controle de mosquitos Aedes Aegypti adultos, transmissores da zika, da chikungunya e da dengue. A normalização do estoque depende de repasse dos inseticidas pelo Ministério da Saúde, que são comprados por meio de licitação internacional.

As informações são superintendente de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Mário Sérgio Ribeiro, durante audiência pública da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). “Nossa expectativa é que os números de casos diminuam com a chegada do inverno para não termos que depender tanto dos inseticidas”, disse.

Por sua vez, o trabalho desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde de Natividade – o carro fumacê passava quase todos os dias pelas ruas da cidade, inclusive, nas madrugadas – pode ser comprometido se o problema persistir por maior tempo. Já é possível, inclusive, notar a diminuição da intensidade com que o veículo circula pelo município. Para piorar a situação, as secretarias municipais, foram comunicadas nesta segunda-feira (10), que também está faltando kits para a realização de sorologia (teste de dengue, chikungunya e zika, no Laboratório Central do Estado (LACEN), que está utilizando seu pouco estoque restante, apenas para casos considerados graves (leia abaixo).

Ao jornalismo da Rádio Natividade, a titular da pasta, Marília Serrano afirmou que a situação local, ainda está sob controle, mas demonstrou preocupação sobre o caso.

– Quanto ao desabastecimento, sem dúvida tem sido uma grande preocupação. Mas nós ainda temos um pouco. O fumacê não pode ser passado tão intensamente tem que ter um certo controle! Mas o nosso serviço focal (nos focos do mosquito) tem sido bem eficiente. Por isso na região somos o município com um índice bem baixo em relação ao restante dos municípios do estado. Claro que precisamos cada vez intensificar o controle e conscientizar a população da sua responsabilidade também.Quanto aos exames ficamos muito refém do Lacem.

Em todo o território fluminense, entre janeiro e 4 de junho deste ano, houve 41.888 casos de chikungunya, 20.622 casos de dengue e 1.005 pessoas infectadas por zika. Ao todo, 13 pessoas morreram, todas vítimas da chikungunya, sendo 10 no município do Rio.

 Ministério da Saúde

Em uma nota informativa, o Ministério da Saúde informou que a  Secretaria de Vigilância em Saúde está trabalhando na tentativa de minimizar os problemas causados pela falta do inseticida. Segundo a nota, devido ao desabastecimento, que atingiu não apenas o Rio de Janeiro, mas também outras unidades da Federação, houve a tentativa de empréstimo do inseticida com outros países da América do Sul, mas não havia disponibilidade do produto.

De acordo com dados divulgados pelo ministério, o estado do Rio recebeu 17.800 litros de inseticida para combater o Aedes Aegypti  ao longo do ano de 2018 e 4.800 litros até o dia 30 de abril.

Da redação da Rádio Natividade