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Operação busca desarticular quadrilha que agia em Campos e Porciúncula, onde um suspeito foi preso

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), a Polícia Civil, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Polícia Militar (PMERJ) e o Grupo de Operações com Cães da Guarda Civil Municipal de Campos (GCM-GOC), totalziando cerca de 130 agentes, realizam nesta quarta-feira (15/05), em Campos, a Operação “Triunvirato” para prender 36 pessoas acusadas de participar de uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas nos Municípios de Campos dos Goytacazes e Porciúncula, onde, inclusive, um elemento foi preso.

Agentes da 139ª DP – Neritow/Simões/Lucas Miranda/Roberto e militares do Patrulhamento Tático Móvel (PATAMO I – sargentos Prevato/Eduardo e cabos Marquioti/França), se deslocaram até a Rua Ivon Cheim Mansur, onde prenderam Jhoan Herick Albino da Costa Tofani, de 22 anos (detalhe na foto), atualmente, residente no bairro Operário. Até o fechamento desta matéria 13 pessoas já haviam sido detidas, acusadas de envolvimento em crimes, como tráfico de drogas, homicídio, sequestro, extorsão, dentre outros.

De acordo com as investigações conduzidas pelo GAECO/MPRJ e pela 134ª Delegacia de Polícia, a organização criminosa, que além do comércio ilegal de entorpecentes pratica crimes como homicídio, sequestro e extorsão, é comandada por Fernando Balbinot, também conhecido como “FB”. Além das prisões temporárias, a operação cumpre mandados de busca e apreensão em 26 endereços pertencentes aos acusados. A ação também contou com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ).

As investigações tiveram início com a prisão em flagrante, em abril de 2018, de “FB” e Jonatas Nunes de Barros, conhecido como “Cocão”, quando foram apreendidas armas de fogo, munição, drogas e um caderno de anotações do tráfico contendo informações preliminares sobre locais de armazenamento de armas de fogo e munições da organização criminosa. Elas mostraram que, diante das disputas travadas pelo tráfico local e com as prisões dos líderes à época, “FB” expandiu suas atividades e passou a dominar o tráfico em Goytacazes e Nova Goytacazes, além de fornecer arma e entorpecentes para integrantes de facções criminosas em outros distritos.

Na estrutura criminosa, “FB” aparece como a principal liderança da Baixada Campista e, mesmo custodiado no presídio Carlos Tinoco da Fonseca, continua a exercer o tráfico de drogas, ordenando ações ilícitas da cadeia onde se encontra. E, visando expandir a atividade criminosa, “FB”, que inicialmente dominava apenas o território de Goytacazes e Nova Goytacazes, incorporou à sua organização outros indivíduos por toda a Baixada Campista, formando uma equipe com gerentes e associados com funções diversas, passando a atuar também no Farol de São Tomé, Saturnino Braga, Mineiros, comunidade do Transmissor, Baixa Grande, além do Município de Porciúncula.

Da redação da Rádio Natividade