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Artigo: Faltando pouco para a definição de candidatos, as “pesquisas” se multiplicam pela região

A semana começou com uma enxurrada de pesquisas eleitorais, cada uma delas com um resultado favorável a quem as encomendou. Como não foram registradas, não puderam ser divulgadas nas redes nem na mídia tradicional.

Segundo alguns,  o custo é de 14 mil reais aproximadamente para ser oficializada, e isso inviabiliza a iniciativa, o que faz pensar que as campanhas mal iniciadas já sofrem restrições orçamentarias. Economizar é preciso, ainda mais em tempos de crise e a previsível necessidade de gastos maiores na reta final.

Já tem candidatura pedindo água e a corrida nem começou. Mesmo sendo proibidas, elas se  aproveitam dos subterrâneos eletrônicos e se espalham de celular em celular dando esperança aos torcedores de cada grupo.

Como nuvens em dia de ventania, mudam de posição a todo o instante. Mas se são tão positivas, por qual motivo além da despesa para o registro, não são mostradas? Não compensaria o esforço? Feitas para análise interna, porque circulam com tanta facilidade? E quem estará com a razão, se as diversas versões mostram resultados diferentes?

Na guerra psicológica travada pelas várias frentes em disputa, o primeiro a ignorar os gastos, registrar e publicar, levará vantagem. Passará  credibilidade e certeza,  afinal, como dizia o bi-campeão mundial de futebol Didi, treino é treino, jogo é jogo. Hoje, o que se tem são muitas variantes enxertadas pelas certezas dos torcedores e treinadores de cada time e nesses casos, naturalmente, cada um acredita na própria vitória e jamais na do adversário.

Aguarda-se a primeira pesquisa registrada e portanto apta a ser divulgada. Ou se a preferência é pela economia financeira, gastem o dinheiro em outras atividades e  que venham as eleições. Nenhuma pesquisa pode ser mais real do que a contagem final, quando as urnas vomitarem os últimos votos, a verdade beijar os vencedores e nocautear os derrotados.

O QUE DIZ O TSE

Pesquisas eleitorais – Eleições 2016

 As entidades e empresas que realizarem pesquisas de opinião pública relativas às Eleições 2016 ou a candidatos, para conhecimento público, devem registrar, junto à Justiça Eleitoral, as informações constantes no art. 33 da Lei nº 9.504/1997, a partir do dia 1º de janeiro e até cinco dias antes da divulgação de cada resultado, conforme disciplinamento da Res.-TSE nº 23.453, de 15.12.2015.

Para o registro de pesquisa, é obrigatória a utilização do sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle).Todas as entidades e empresas deverão realizar o seu cadastramento no sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle). Aquelas que tiverem realizado registro de pesquisa em eleições anteriores deverão efetuar novo cadastramento.

O registro das pesquisas é procedimento estritamente eletrônico, realizado via Internet e a qualquer tempo, independentemente do horário de funcionamento das secretarias dos tribunais eleitorais. As informações e os dados registrados no sistema ficarão à disposição de qualquer interessado pelo prazo de 30 dias.

Recomenda-se a leitura dos arts. 33, 35 e 96 e os parágrafos do art. 34 da Lei no9.504/1997, bem como das resoluções-TSE nos  23.453 e 23.462, ambas de 15 de dezembro de 2015, as quais disciplinam, respectivamente, para as eleições de 2016, o registro e a divulgação das pesquisas e o processamento das representações, reclamações e dos pedidos de direito de resposta.

Salienta-se que a Justiça Eleitoral não realiza qualquer controle prévio sobre o resultado das pesquisas, tampouco gerencia ou cuida de sua divulgação, atuando conforme provocada por meio de representação.

Por Nino Bellieny (com alteração de título)– Radialista e jornalista profissional, que mantém seu blog com atuações diárias – http://fmanha.com.br/blogs/nino/