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Em tempos de crise, brechós e usadões se multiplicam em Porciúncula

Não está fácil pra ninguém.  O dinheiro sumiu do mercado. A crise bateu à porta de pobres, remediados, empresários, enfim de todos. Desemprego, arrocho salarial, juros exorbitantes, alimentação cara etc. Muitos reclamam. Outros agem! Assim surgem novas oportunidades a cada dia. Em Porciúncula, os comerciantes se uniram e promoveram recentemente, durante dois dias, de 08 a 09 de abril, uma mega liquidação com descontos de até 70%. Agitou o comércio e permitiu que os consumidores fossem às ruas em busca de bons negócios. Os supermercados também aderiram com ofertas diárias de produtos a preços mais em conta.

Agora é a vez dos brechós mostrarem a cara e deixar de ser coisa usada que ninguém mais quer. Roupas, sapatos, bijuterias e bolsas em ótimo estado estão sendo oferecidos a preços convidativos. As redes sociais têm sido grandes aliadas na divulgação e as peças circulam com rapidez. O Oldchic Porci é um exemplo de brechó que começou no mundo virtual. As peças são expostas no facebook com preço e tamanho. As donas, Diana Pillo e Melise Correa, fazem a negociação online.Tem peças com excelentes preços, como uma calça jeans da Ellus por R$ 30. Em breve o brechó estará funcionando em um espaço físico, na Casa da Katya na Rua Alberto Calvet.

A internet é uma grande aliada e ajuda pessoas que querem desapegar-se de seus objetos e roupas anunciando na rede. Daniela Lannes, porciunculense residente em Campos, usa o Facebook para expor suas peças de grife. São roupas, sapatos e acessórios com valores que vão de R$30 a R$250 , incluindo bolsas da famosa marca Victor Hugo.

Mas o velho e bom expositor real continua na ativa. O Brechó da Silvinha funciona na varanda da casa dela na Rua Sebastião Rodrigues França e atrai muitos interessados pela qualidade das peças e preços mais em conta (muitas de R$10 a R$30), assim como o Usadão do Jorge Vidraceiro, ocupando toda a casa e calçada em frente. O movimento é intenso. Móveis, objetos, utensílios domésticos, antiguidades, bicicletas e o que mais surgir para vender barato e agradar o consumidor. Segundo o comerciante, as peças variam de R$50 a R$250, mas quando alguém deixa em consignação, o preço pode variar, como um jogo de sofá que saiu por R$400.

Outra recente opção é o Desapego da Eliane, que funciona na casa da Eliane Tannus, na Rua Aristides Garcia Alonso e oferece peças usadas, (algumas sem uso), por preços de R$5 a R$80. Na Rua Sylvio Henriques da Cunha também tem a loja de usados do Batista, com móveis, materiais de demolição, dentre outros. O negócio parece bom para todos. A médica Daniela Lannes, que aderiu, resume o momento: “Estou satisfeita porque estou me desapegando das coisas que não uso mais e estou dando oportunidade para todos usarem produtos de excelente qualidade com preços especiais. O mais importante é o reaproveitamento nesse momento de crise”.

Fonte: Blog do Nino Bellieny com informações/fotos de Rosemere Ferreira

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